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Tratamento de canal: quando é necessário e como é feito

Por Dra. Juliana Linhart (CRO-SP 85390) · 26 de agosto de 2026

Tratamento de canal (endodontia) em clínica odontológica de São Bernardo do Campo

A dor de dente que não passa costuma ser o sinal mais comum. Entenda quando o canal é indicado, como o tratamento é feito hoje e por que ele existe para salvar o dente.

Poucas coisas assustam tanto quanto ouvir que será preciso fazer um canal. Vale desfazer o mal-entendido logo: o tratamento de canal existe para acabar com a dor e salvar o dente — não para causar dor. A fama vem de décadas atrás, quando os recursos eram outros.

O que é o tratamento de canal

Também chamado de endodontia, é o tratamento da parte interna do dente. Dentro dele existe um tecido mole — a polpa — formado por nervos e vasos sanguíneos. Quando esse tecido é atingido por uma infecção, inflamação ou trauma, ele precisa ser removido, e o espaço interno é desinfetado e selado. O dente permanece na boca, funcional.

Quando o canal é necessário

Os sinais mais frequentes são:

  • Dor de dente persistente, que não passa ou volta sempre.
  • Sensibilidade prolongada ao quente ou ao frio, que continua depois que o estímulo saiu.
  • Dor ao mastigar ou ao encostar no dente.
  • Escurecimento do dente.
  • Inchaço na gengiva próxima à raiz, às vezes com uma “bolinha” (fístula).
  • Cárie profunda ou fratura que atingiu a parte interna.

Vale um alerta: nem todo caso dói. Um dente pode ter a polpa comprometida e permanecer silencioso por um tempo — o que só aparece no exame clínico e na radiografia. É por isso que consultas de rotina importam.

Como é feito, etapa por etapa

  1. Diagnóstico. Exame clínico e radiografia para confirmar a condição da polpa e da raiz.
  2. Anestesia. A região é anestesiada antes de qualquer coisa — este é o ponto que faz o procedimento ser confortável.
  3. Acesso e remoção. Abre-se um acesso pelo topo do dente e o tecido comprometido é removido.
  4. Limpeza e modelagem. Os canais são limpos, desinfetados e preparados com instrumentos próprios.
  5. Selamento. Os canais são preenchidos com material específico que impede a reentrada de bactérias.
  6. Restauração. O dente é restaurado e, em muitos casos, recebe uma coroa para devolver resistência à mastigação.

E depois? Como é a recuperação

O alívio da dor que motivou a consulta costuma vir rápido. Nos primeiros dias, é comum sentir alguma sensibilidade ao morder — algo bem diferente da dor original — que cede com as orientações passadas. Você recebe todas as instruções por escrito e pode voltar às atividades normalmente.

Por que preservar o dente vale a pena

A alternativa ao canal geralmente é a extração. E um dente extraído abre uma sequência de outras necessidades: o espaço vazio faz os dentes vizinhos se movimentarem, altera a mastigação e depois exige implante ou prótese para ser reposto. Manter o dente natural, quando possível, quase sempre é o caminho mais simples e mais econômico a longo prazo.

Não deixe a dor virar urgência

Dor de dente raramente melhora sozinha. Quando some por conta própria, muitas vezes significa que o nervo foi comprometido — e não que o problema acabou. Se você está sentindo algum dos sinais acima, o ideal é avaliar logo. Conheça nosso tratamento de canal e agende uma avaliação com a nossa equipe, no Centro de São Bernardo do Campo.

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Dra. Juliana Linhart

CRO-SP 85390 · Clínica geral e dentística estética. 15+ anos de experiência na Linhart Dental Care, em São Bernardo do Campo.

FAQ

Dúvidas frequentes

Tratamento de canal dói?

Com anestesia e técnica moderna, o procedimento é tranquilo. Na maioria das vezes, ele alivia a dor que motivou a consulta.

Quantas sessões são necessárias?

Depende do dente e do caso. Muitos são concluídos em poucas sessões. Avaliamos e explicamos o plano na consulta.

Dá para evitar o canal?

Quando a polpa do dente já está comprometida, o canal costuma ser o caminho para preservar o dente. Prevenção e consultas regulares ajudam a detectar problemas antes desse estágio.

Preciso de coroa depois do canal?

Em muitos casos sim, especialmente em dentes posteriores, que sofrem mais carga na mastigação. A indicação é definida na avaliação.

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